quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Rebaixamento do Brasil e a turma do "quanto pior melhor"

Não é novidade pra ninguém que o Brasil passa por águas turbulentas na política e na economia, e para ampliar o cenário de pessimismo e desconfiança já instalado no Brasil a agência de risco Standard & Poor's rebaixou a nota do Brasil de BBB- para BB+. 

O Brasil tinha adquirido a nota BBB- em 2009 em meio a crise internacional em 2011 a nota foi para BBB recentemente ela voltou a BBB- e agora está em BB+.

O grau de investimento é um dos itens analisados por empresas quando elas escolhem um país para investir e é base para o cálculo dos juros para futuros empréstimos para governos em todo o mundo. 

O rebaixamento foi justificado pela própria agencia pela situação política do país observando que o congresso nacional não está se dedicando a resolver o problema da crise fiscal e sim em atrapalhar o governo, assim atrapalham o Brasil para fortalecer as vozes contra o governo e talvez futuramente derrubar o governo, a chamada turma do “Quanto pior, melhor”.

Um dos exemplos dos políticos que não querem bem do Brasil é o Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) que disse na tribuna que seria importante sangrar o governo para poder derruba-lo. Sagrar o governo? De que forma? Desarticulando todos os projetos essenciais para o Brasil e fazer avançar aqueles que aumentam os custos com o aumento de 70% para os servidores federais do judiciário.

O Brasil precisa de união, temos que juntos ajudar o país a melhorar sua situação, essa não é a primeira crise que passamos muito menos a pior mas se todos nos unirmos podemos sair mais rápido dela, temos que deixar de lado os interesses pessoais e partidários e lutar por um país cada vez mais democrático, mais igual e mais justo! Enquanto esse não for o sentimento geral, enquanto muitos ficarem apenas querendo Impeachment achando que a corrupção é culpa de uma pessoa ou de um partido ou pior, ficar dizendo que existem “salvadores da pátria” que vão resolver todos os problemas o país demorará para sair da crise.

Por João Pedro Sansão

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sábado, 29 de agosto de 2015

Ser taxado de louco


Ser tachado de louco por todos que não conseguem a alta no hospício para você ter que continuar naquele inferno. Escuto por aí que tudo é processo de evolução humana, me desculpa, mas então acho que não sou humano. Celulares/computadores tomando nossas vidas para exatamente o que? Estar perto de uma pessoa é estar junto a ela sentindo o calor de seu corpo, ver as lágrimas escorrendo de seus olhos e não apenas uma carinha que meramente interpreta um sentimento virtual. 

Como ninguém consegue ver que nascemos pelados e nascemos para viver assim, o corpo é sim um atrativo de olhares porque nascemos para sentir prazeres e não desprazeres. Qual a real verdade de usar fone de ouvido, mascarar a sua realidade momentânea? Ninguém queria estar ali naquele momento no ônibus lotado, mas você está porque você quis. Será realmente que você quis acordar tão cedo para ir trabalhar digo sustentar seu chefe, para que ele e seus sócios enriqueçam?

Ser um bom funcionário é fazer seu trabalho bem feito o aumentar o percentual de lucro? Homossexuais não conseguem viver sem incomodar as pessoas intolerantes, qual é o problema dessas pessoas, acho que não foram à escola, aonde se aprende que na Grécia antiga já existia essa tal atitude homossexual e olha era praticado em praças publicas, um fato meio engraçado não? Pessoas que pedem anarquia sabem se controlar não precisam de limites escritos para não ultrapassa-los afinal todos sabemos quando sua atitude traz uma consequência ruim para o outro. Já quem pede ditadura não consegue um agir por si só, pede algo lhe impondo limites, não tem noção do que pode ou não pode fazer ou seja não tem noção de si mesmo.

Drogas um bom ou mau caminho? E você é uma pessoa boa ou ruim, aonde as drogas levam as pessoas? Ou será aonde as pessoas querem chegar com elas? Steve Jobs pai da Apple admitiu tomar LSD e que isso o ajudou a querer inventar algo que jamais existiria. Religião uma desesperança crônica em si mesmo, ou um deus mitológico que ninguém consegue provar a existência. As energias se atraem. Porque viver no coletivo? Se tudo que fazemos é para satisfação própria e individual? Muitos processos, que apenas dizem problemas entre pessoas, pessoas contra pessoas. Quem disse que eu quero esse contrato social, aonde eu verifico a minha assinatura? Eu era menor de dezoito anos, segundo a própria lei do estado não tinha como assinar um contrato por si só. Esse lugar aonde nós vivemos está errado.

Usamos até hoje coisas que drogados produziram, não se contradiga seu reacionário. Ter um carro é sinônimo de ser bem sucedido? O ponto de vista feminino é mais fácil, conseguir um homem com um carro, do que aceitar alguém com uma bicicleta, detalhe quem pedala tem maior desempenho sexual, agora você ainda quer aquele cara do carro? Ninguém entende o real valor do dinheiro, o real valor do real. Pagamos imposto, logo se pagamos nos pagamos e não é de graça é dinheiro pra ser investido em nós mesmos para se tornarmos pessoas melhores, e não encher os bolsos de políticos ladrões, que se corrompem por falta de empatia, porque talvez ninguém ainda tenha tido isso por ele, nasceram de uma geração ditatorial onde o certo não é contestado, e eles estão fazendo o certo, mas o certo do ponto de vista deles.

Por Richard Nathan

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O ajuste realmente tem que prejudicar os mais pobres?



Em tempos de ajustes como o vivido atualmente no Brasil são adotadas medidas de corte de gastos sociais e aumento de impostos, medidas que afetam diretamente aqueles que mais sofrem no Brasil, a classe trabalhadora em especial os mais pobres.

Haveria alguma forma de fazer um ajuste fiscal sem atingir os mais pobres?

Sim, e mais, deveríamos aproveitar o momento para fazer uma real e profunda reforma tributária no Brasil.

Ao longo dos anos a grande imprensa brasileira tem colocado na cabeça das pessoas de que a carga tributária no Brasil é muito alta, e que deveria ser reduzida para diminuir o “custo Brasil”.

A carga tributária brasileira de fato não é tão alta assim como a imprensa diz, o problema é quem paga a maior parte dos impostos, e pra onde vai esse imposto.

O sistema tributário brasileiro é considerado tecnicamente regressivo, isso significa que quanto maior a renda, menor é a incidência dos impostos, recentemente o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA/2011) constatou que a carga tributária sobre as pessoas que ganham até 02 salários mínimos comprometem 48,2% da renda, já sobre os que recebem mais de 30 salários mínimos é de apenas 26,3%, isso acontece porque a maioria dos nossos impostos são indiretos (sobre consumo) fazendo com que quem receba menos e destine toda a sua renda para o consumo acabe pagando mais impostos.

Deveríamos aproveitar o momento de ajustes e mudar a matriz tributária brasileira para tornar nosso sistema tributário mais justo e fazendo com que aqueles que tem mais dinheiro arque com a maior parte dos impostos.

Outro problema escondido pela mídia é a questão da dívida pública brasileira, 45% de todos os impostos federais vão para pagar juros e amortização da dívida, ou seja, de cada R$ 1 000,00 de impostos, R$450,00 vão para a dívida enquanto R$ 40,00 vão para a educação e outros R$ 40,00 para a saúde além de R$ 0,02 para o bolsa família.

Essa dívida foi formada principalmente durante a ditadura militar e muitos defendem que ela é ilegal e deveria ser auditada como está previsto no artigo 26 da Constituição federal de 1988.

Para encerrar vale lembrar a frase do professor australiano John Quiggin “Desde que existem ricos e pobres ou poderosos e vulneráveis, existem pregadores para explicar que é melhor pra todo mundo que as coisas permaneçam como estão”

Por João Pedro Sansão

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quinta-feira, 2 de julho de 2015

O que esperar de Eduardo Cunha?



A onda conservadora e reacionária que o Brasil vive não é novidade para ninguém, essa tendência que já é sentida logo após o fim das eleições, se fortalece com a eleição de Frank Underwood, quer dizer, de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para presidente da Câmara dos Deputados Federais.

O cheiro do retrocesso já era sentido logo nos primeiros dias de seu mandato, e a medida que o tempo foi passado o fedor de esgoto no congresso nacional foi ficando cada vez mais forte, e pautas que estavam esquecidas a anos como a terceirização e a redução da maioridade penal voltaram a cena.

O número de manobras e atitudes que vão contra o regimento interno da câmara, contra a lei e assim vão contra o povo está cada vez maior, para exemplificar o Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) comparou Cunha com o Fluminense dizendo "Quando perde, não aceita e vai pro tapetão".

Depois de querer voltar a 1940 com a redução da maioridade penal, querer voltar a 1930 e revogar as Leis Trabalhistas uma conquista de anos de luta da classe trabalhadora do Brasil, qual será o próximo passo? Voltar a 1888 e revogar a lei Áurea? Quem sabe, Vindo de Eduardo Cunha, tudo é possível.

Realmente é lamentável ver pautas como a terceirização, o financiamento empresarial de campanhas e a maioridade penal tomando corpo, cabe a nós agora lutar para que essas pautas não avancem, reacender a luz da esperança, ir as ruas e fazer o debate para que as pessoas saiam do senso comum e comecem a refletir, pra que as pessoas deixem as TRELAS do pensamento SOLTAS.

Por João Pedro Sansão

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